como criar um plano de acao para uma pequena empresa 2 - Como criar um Plano de Ação para uma Pequena Empresa?

Como criar um plano de ação para uma pequena empresa?

Se você tem um pequeno negócio, provavelmente já passou pelo modo “apagar incêndios”, com muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. E o pior: parece que o seu negócio não sai do lugar.

E é aqui que entra o plano de ação. Para organizar o dia a dia, dar clareza sobre prioridades e transformar ideias soltas em resultados concretos.

MAS, O QUE É UM PLANO DE AÇÃO, AFINAL?

De forma muito prática, plano de ação é um documento (ou até uma planilha simples) que mostra o que precisa ser feito, por quem, quando e como, para alcançar um objetivo específico da empresa (ou até da sua vida pessoal).

Mas, antes de sair preenchendo tabelas, vale lembrar: um bom plano de ação começa com passos estratégicos.

Não é só a lista de tarefas: é também pensar no diagnóstico, no objetivo e nos resultados esperados.

E com esses 8 passos bem práticos que vamos mostrar agora, você terá uma base profissional para montar o seu plano de ação que realmente funcione.

Então, vamos lá!

1. IDENTIFIQUE O PROBLEMA OU OPORTUNIDADE

Sem um ponto inicial, o plano vira só um acumulado de ideias. Por isso, comece anotando “o que está travando o seu negócio hoje?”.

Fluxo de caixa apertado, baixa visibilidade, confusão de prioridades, tarefas esquecidas, atendimento aos clientes com problemas, enfim…

Para isso, reserve alguns minutos e escreva tudo. Sem filtro mesmo. A ideia aqui é ter o máximo de itens que precisam de atenção.

E com esta lista feita, escolha qual item, se resolvido, trará maior alívio ou resultado para a empresa.

Ou seja, aqui, estamos priorizando o que precisa ser resolvido. Literalmente, colocando em ordem de prioridade.

2. DEFINA OBJETIVOS CLAROS

Com a lista do que precisa ser resolvido feita e escolhido o item que precisa ter prioridade, agora é preciso transformá-lo em algo muito claro, factível e coerente.

E aqui, recomendamos muito usar a ferramenta de Metas SMART. Que ajuda a definir e escolher as metas que realmente valem a pena. Que trarão benefícios profundos para você ou seu negócio.

Basicamente, trabalha-se 5 pontos:

  • S de specific, que é “Específico”. Ou seja, as suas metas precisam ser bem específicas e claras para não ter erros de interpretações ou dúvidas.

Por exemplo: aumentar vendas, melhorar atendimento aos clientes, organizar finanças, enfim.

  • M de measurable, que é fazer com que a sua meta seja “Mensurável”.

Quanto você quer aumentar as vendas? 10%, 20% ou 1.000 reais por mês?

  • A de attainable, que é “Atingível”. Ou seja, as metas precisam ser alcançáveis e possíveis de serem conquistadas de verdade.
Por exemplo:

Se você escolheu aumentar para 1.000 vendas por mês, considerando a estrutura atual da sua empresa, mas no momento, seu negócio realiza só 10 mensalmente. I

sso pode ser promissor, mas se tem 10 vendas por mês, talvez 20 ou seja mais razoável e plausível. Que até pode ser considerado agressivo também, já que representa um aumento de 100% nas vendas.

  • R de relevant, que é “Relevante”. Suas metas precisam ser realmente relevantes para o seu negócio, que irão fazer diferença quando conquistadas.

Por exemplo: se conseguir aumentar as vendas de 10 para 20 por mês, isto trará um aumento no lucro da empresa. O qual poderá ser reinvestido na compra de novos equipamentos ou estruturar uma equipe para isso. O que ajudará o negócio crescer e caminhar para a direção de crescimento desejado.

  • T de time-related, que é “Temporal”. Aqui significa que é preciso definir um prazo coerente para a entrega do projeto.

Literalmente, colocar prazo entrega realista e claro. Que seja realmente possível de ser cumprido e respeitado.

No caso do exemplo do aumento das vendas, isso precisa ser conquistado dentro de 1 mês. O que é possível já que você irá organizar o que precisa ser feito para isso ser conquistado. Que é o que vamos explicar a seguir.

E por curiosidade: como você define os objetivos e metas do seu negócio? Usa algum método ou vai na intuição? Escreva aqui nos comentários para a gente saber!

3. ESCREVA OS RESULTADOS ESPERADOS

Isto ajuda a separar ações que realmente serão úteis e relevantes daquelas que não ajudariam muito.

Aqui, é preciso ser muito específico(a). Por exemplo:

  • 10 novos clientes por semana
  • redução de tempo de resposta no WhatsApp de 10 para 5 minutos
  • aumentar o lucro líquido em R$ 1.000,00 a mais por mês

Enfim, defina o resultado esperado de forma coerente, planejada e realista sempre.

4. LISTE AS AÇÕES NECESSÁRIAS

Sem julgar, anote tudo o que precisa ser feito.

Pense em atividades como criar post, estudar ferramenta, ligar para fornecedor, treinar equipe, enfim… Tudo mesmo.

Depois, categorize tudo. Por exemplo: da área de marketing, operações, financeiro, atendimento.

Assim, você visualizará melhor o cenário como um todo. O que ajuda a não esquecer algo essencial.

5. ORGANIZE E PRIORIZE

Depois de listar várias ações possíveis, é normal ficar perdido(a) sem saber por onde começar. O segredo é não tentar fazer tudo de uma vez.

Uma forma prática é usar três perguntas simples para cada ação:

  1. Isso gera resultado rápido para o negócio?
  2. Dá para fazer com os recursos que tenho agora?
  3. Vai me aproximar diretamente do objetivo que defini?
  • Se a resposta for “sim” para as três, essa ação deve vir primeiro.
  • Se for “sim” para duas delas, pode entrar em seguida.
  • Se tiver mais “não” do que “sim”, talvez seja melhor deixar para um outro momento.

Lembre-se: a ideia aqui é definir prioridades para começar a organizar a casa. Quando seu negócio estiver mais organizado, aí sim ações maiores poderão ser trabalhadas.

6. DETALHE CADA AÇÃO E MONTE O CRONOGRAMA

Depois de escolher o que será feito, é hora de colocar tudo isso em prática. Para isso:

  • Descreva cada ação com clareza: o que precisa ser feito, por que é importante, quem é responsável, onde será feito, como será executado e quanto custa.
  • Determine prazos: datas de início e fim para cada ação. Isso cria um cronograma que dá ritmo e evita que uma tarefa dependa da outra e acabe travando o andamento.
  • Organize a sequência: algumas tarefas precisam acontecer antes de outras (ex.: “treinar a equipe” antes de “lançar promoção”). Então, identifique essas dependências e considere isso na hora de definir as datas e responsáveis.

O resultado disso pode ser colocado em uma tabela simples, mas que mostra claramente: quem faz, quando, e como cada parte se conecta.

7. DEFINA INDICADORES DE ACOMPANHAMENTO

Bom, até esse passo aqui, você já:

  • Identificou o problema/oportunidade;
  • Definiu o objetivo;
  • Listou as ações e organizou em um cronograma.

Agora vem a pergunta: como saber se esse plano realmente está funcionando?

É para isso que servem os indicadores, também chamados de métricas ou números de acompanhamento (os KPIs). 

Um indicador nada mais é do que um número que mostra se você está avançando em direção ao objetivo.

Por exemplo:
  • Se o objetivo é vender mais, o indicador pode ser “número de pedidos por semana” ou “faturamento mensal”.
  • Se o objetivo é melhorar o atendimento, o indicador pode ser “tempo médio de resposta no WhatsApp” ou “nota de satisfação dos clientes”.
  • Ou então, se a intenção era organizar o financeiro, o indicador pode ser “saldo de caixa no fim do mês” ou “número de contas pagas em dia”.

Ou seja, a lógica é simples: cada ação do seu plano precisa ter pelo menos um número que mostre se deu resultado, de fato.

Para tentar esclarecer, vamos para alguns exemplos práticos:

  • Ação: Criar campanha de inauguração do seu negócio no Instagram.
  • Objetivo: Aumentar clientes em Setembro deste ano.
  • Indicador: “Quantidade de novos pedidos feitos pelo Instagram.”

Ou, então:

  • Ação: Treinar equipe para responder rápido no WhatsApp.
  • Objetivo: Melhorar atendimento.
  • Indicador: Tempo médio de resposta em minutos.

E uma dica prática aqui é: escolha poucos indicadores (2 a 4 por objetivo). Porque muitos números confundem em vez de ajudar. Logo, o segredo é focar naqueles que realmente mostram o que importa.

No fim, os indicadores são a forma de você transformar a frase “acho que melhorou” em algo concreto como “sim, tivemos 15 novos clientes a mais esse mês e o tempo de resposta caiu de 10 para 3 minutos”.

8. ACOMPANHE, APRENDA E AJUSTE

Criar o plano é metade do trabalho. A outra metade, a que realmente faz diferença, é acompanhar e ajustar. Sem isso, o plano vira só mais um documento esquecido em uma pasta.

Pense no plano de ação como algo que define o destino esperado, mas precisa olhar de vez em quando para ver se está no caminho certo.

E para acompanhar na prática:

  • Reserve um momento fixo na semana para revisar as ações.
  • Pergunte-se:
    • O que já foi concluído?
    • O que está atrasado?
    • O que está travando a execução?

E com essas respostas, você conseguirá aprender com os resultados:

  • Olhe para os indicadores que definiu no passo anterior.
  • Compare: está chegando mais perto do objetivo ou não?
  • Se algo deu certo, anote o motivo. Isso ajuda a repetir a estratégia.
  • Se algo não funcionou, tente entender o porquê: falta de tempo, custo maior que o esperado, erro de execução?

Assim, realize os ajustes, sem medo:

  • Se uma ação não está trazendo resultado, troque ou adapte.
  • Se os prazos ficaram apertados demais, ajuste o cronograma.
  • Se os indicadores não fazem sentido, escolha outros mais claros.

Tenha em mente que o segredo é entender que plano de ação não é estático. Ele é um documento vivo, que vai mudando junto com o seu negócio.

Com isso, saiba que essa rotina de acompanhamento evita que você descubra no fim do prazo que nada deu certo.

Você corrige no meio do caminho e aumenta muito as chances de bater a meta. E é esse ciclo que manterá o seu plano sempre vivo.

FERRAMENTAS PRÁTICAS E PROFISSIONAIS PARA MONTAR SEU PLANO DE NEGÓCIO:

Existem diversas ferramentas e maneiras para criar um plano de ação que funciona de verdade. Um cronograma é um bom por exemplo, onde você aponta as datas para realizar cada tarefa.

No entanto, vamos indicar aqui 3 métodos muito utilizados por todos os tipos de negócios, independentemente do porte.

5W2H

O 5W2H é uma ferramenta simples e prática para detalhar um plano de ação. O nome vem do inglês e significa responder a 7 perguntas:

  • What (O quê): o que será feito?
  • Why (Por quê): por que essa ação é necessária?
  • Who (Quem): quem é responsável por fazer?
  • When (Quando): quando deve ser feito (prazo)?
  • Where (Onde): onde será feito (canal, local, plataforma)?
  • How (Como): como será feito (passos, método, ferramenta)?
  • How much (Quanto): quanto vai custar (tempo ou dinheiro)?

KANBAN

Que é uma forma visual de acompanhar tarefas em colunas como “A fazer”, “Fazendo” e “Feito”.

Ao mesmo tempo, Kanban pode ser ideal para visualizar melhor fluxo, identificar gargalos e manter o time alinhado.

CICLO PDCA

O método PDCA é interativo que mostra as fases de planejamento, execução, verificação e ação, corrigir o que for necessário.  

Ou seja, ele ajuda a evoluir o plano de ação com inteligência e no tempo certo.

 

Inclusive, trabalhar uma combinação entre essas ferramentas é um ótimo caminho também para o seu plano de ação.

CONCLUSÃO SOBRE COMO CRIAR UM PLANO DE AÇÃO PARA UMA PEQUENA EMPRESA

E com tudo isso que mostramos, tenha em mente que ter um plano de ação é o primeiro passo para sair do modo “apaga fogo” e entrar no “crescer com clareza”.

Além disso, para seguir acelerando, não deixe de assistir este vídeo sobre “Os 5 Passos Simples para Resolver o CAOS na sua Empresa”.

Ele mostra as soluções práticas para levantar a sua empresa e marca do jeito mais eficiente e organizado. Com certeza, vai te ajudar muito com o seu Plano de Ação.

Para assisti-lo, é só clicar neste botão aqui embaixo 🙂

Esperamos que tenha gostado! E se quiser saber mais sobre como montar e gerenciar seu próprio negócio, acesse nosso canal no Youtube que temos vários vídeos sobre este assunto, tudo bem? Para acessá-lo, é só clicar aqui.

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Um abraço!

Marcus,
Blog Abri Minha Empresa