Não aguento mais meu trabalho. O que faço?
A insatisfação no trabalho é uma sensação que atinge muitas pessoas que se encontram em uma encruzilhada profissional.
Talvez você esteja em um trabalho formal, só que está no piloto automático. Ou até pensa que trocar de emprego não traria grandes benefícios ou não seria muito diferente do que já é agora.
Ou, então, sonha em ter o seu próprio negócio. Talvez até tenha acabado de montar sua empresa própria, mas descobriu que a realidade não era bem o que imaginava.
Não importa qual é o seu caso, a dor é a mesma: o sentimento de estar investindo tempo e energia em algo que não te completa.
Mas e se eu te dissesse que esse incômodo, na verdade, é um sinal? Um sinal para você parar, respirar e, finalmente, encontrar a resposta que está dentro de você.
Neste vídeo, vamos te mostrar como transformar essa sensação de desespero e frustração em um mapa de ação.
Do propósito à prática, vou te mostrar como trilhar o caminho para uma vida profissional com mais sentido e realização.
A sua virada de chave começa agora. Pode acreditar.
Então, vamos lá!
A RAIZ DO PROBLEMA
Antes de sair largando tudo, é fundamental entender o que está por trás dessa sensação.
A insatisfação profissional raramente é um problema simples. Na maioria das vezes, é uma combinação de alguns fatores. Como:
Falta de propósito:
Você não se sente conectado(a) com o que faz. Não vê valor, não sente que seu trabalho tem um impacto real. É como se você estivesse em um barco, remando sem saber para onde.
Ambiente tóxico:
Chefes que não valorizam, colegas com quem você não se conecta, pressão excessiva e falta de reconhecimento. Um ambiente ruim pode minar a sua energia, por mais que você goste do que faz.
Falta de desafio ou desenvolvimento:
Você sente que está estagnado(a). O trabalho se tornou monótono e repetitivo, e você não aprende nada novo. A sensação é de que você está no piloto automático, e isso é um veneno para a criatividade e a motivação.
Incompatibilidade de valores:
Se os valores da empresa não batem com os seus, a insatisfação é inevitável. Por exemplo, se você preza pela transparência e a empresa é conhecida por ser opaca, a frustração virá.
Salário e reconhecimento:
A falta de remuneração justa ou de um simples “obrigado” pode fazer você se sentir desvalorizado(a).
Logo, identificar a causa é o primeiro e mais importante passo para encontrar a solução. E é isso que muitas pessoas acabam passando batido.
O MAPA DA VIRADA: ENCONTRE SEU PROPÓSITO PROFISSIONAL
É bem provável que já tenha ouvido falar sobre “propósito”. Mas o que isso significa na prática?
PROPÓSITO DE VIDA
Que de forma resumida, é semelhante a um objetivo pelo qual você tem dedicação e motivação em concentrar todos os seus esforços nisso.
Ou seja, é a atividade que você realizaria diariamente com prazer. Que mostrará o caminho que precisa ser seguido. Sempre visando alcançar a conquista mais significativa e genuína.
PROPÓSITO PROFISSIONAL
Assim, podemos dizer que o propósito profissional é muito mais do que ter um emprego ou um negócio que pague as contas.
É encontrar uma atividade que te traga prazer, realização e motivação todos os dias. É quando o seu trabalho está alinhado com os seus valores, paixões e habilidades. E também, com o seu propósito de vida.
Em outras palavras, é aquela sensação de que o que você trabalha realmente faz sentido para a sua vida.
No entanto, é importante lembrar que esse propósito pode mudar e evoluir com o tempo, junto com você.
Se hoje você se sente confuso(a) ou sem rumo, saiba que isso é completamente normal e faz parte da jornada.
E para começar isso, trabalhar o IKIGAI vai te ajudar muito com o seu propósito.
O Ikigai é uma filosofia japonesa que significa “a razão de ser” ou “a razão de viver”. É um conceito simples e poderoso, que se resume na intersecção de quatro grandes áreas da sua vida:
1. O que amo fazer
Aqui, trabalha-se a motivação de cada pessoa. Qual é a nossa paixão? O que amamos na vida? Para ajudar a responder essa pergunta, pense em algo que você faria se não precisasse de dinheiro, por exemplo.
2. O que posso fazer bem?
Neste item, trata-se da vocação. Ou seja, entender no que somos bons. Por exemplo: nossos pontos fortes, o que sabemos e conseguimos fazer muito bem. Ou até o que as pessoas valorizam em nós.
Porém, não seja inseguro(a) em dizer no que é bom (ou boa). Ao mesmo tempo, não force a barra pra tentar ser bom ou boa em algo em que não seja, combinado?
3. O que posso ser pago(a) para fazer
Agora, é um momento para sermos mais realistas. Portanto, entender onde poderíamos trabalhar ou qual profissão podemos seguir. Sempre alinhando com as outras áreas da mandala do Ikigai que falamos até aqui.
4. O que o mundo precisa
Por fim, entenda qual a sua missão aqui na vida. Ou seja, o que você pode fazer para ajudar os outros? Ou então agregar algo para a sociedade? Em outras palavras, qual o legado que você pode deixar?
Aqui, não precisa ser algo extremamente grandioso. Pode ser algo pequeno até, mas que faça muito sentido e seja de valor para você mesmo(a). Ainda, se for algo grande, será bem legal também! Enfim, pense e defina algo que é seu mesmo.
Sendo que cada intersecção tem um significado:
- Paixão (O que você ama + O que você é bom ou boa): Quais são seus hobbies? No que as pessoas te pedem ajuda?
- Missão (O que você ama + O que o mundo precisa): Quais problemas no mundo te incomodam? O que você faria de graça para ajudar?
- Profissão (O que você é bom (boa) + Pelo que você pode ser pago(a)): Quais são suas habilidades? No que você já trabalhou?
- Vocação (Pelo que você pode ser pago(a) + O que o mundo precisa): Que tipo de trabalho já gerou dinheiro para você? O que as pessoas pagam para ter?
Ao preencher esses círculos, você terá uma visão clara do que te move, do que você sabe fazer, do que o mercado precisa e do que pode ser monetizado.
Então…
E a resposta para “o que eu faço?” estará na junção de tudo isso.
Ou seja, quando conseguir encontrar uma atividade que une essas quatro áreas, você encontra o seu Ikigai.
Em outras palavras, o nosso propósito de vida, que pode ser a base para o seu propósito profissional verdadeiro e duradouro.
E é aí que a mágica acontece. O trabalho deixa de ser uma obrigação e se torna uma fonte de realização.
Em resumo:
Se você não aguenta mais seu trabalho, a resposta não é simples. Mas, o caminho é claro:
- Entenda a raiz da sua insatisfação. Não fuja do problema, encare-o.
- Use o Ikigai para encontrar o seu propósito. Faça o exercício de preencher os quatro círculos.
- Planeje a transição com cuidado. Se a solução for empreender, faça isso com a razão e não só com a emoção.
- Mude a sua mentalidade. Pare de focar no que você não quer e comece a construir o que você quer.
- Aproveite a sua situação atual. Use-a para te dar a segurança necessária para construir um futuro melhor.
Lembre-se, o propósito não é algo que se encontra de um dia para o outro.
É uma jornada de autoconhecimento, teste e aprendizado. Mas a recompensa, uma vida com mais sentido e realização, faz todo o esforço valer a pena.
Saiba que o primeiro passo é o mais difícil, mas é o que te leva mais longe.
E por curiosidade: qual seria a sua vontade hoje, de fazer logo depois que saísse do seu emprego atual? Comente aqui pra gente saber!
EMPREENDER: A SOLUÇÃO QUE EXIGE CUIDADO
É aqui que muitos de nós olhamos para o empreendedorismo como uma solução para esta questão. E pode ser, sim, uma solução incrível!
Mas é preciso ter os pés no chão. Abrir a própria empresa não é só ter uma ideia genial, é sobre planejar, testar e persistir.
Se o empreendedorismo surge como uma resposta à sua insatisfação, a sua motivação pode estar misturada com a raiva, frustração e a vontade de fugir. Esse tipo de “empolgação” pode levar a erros graves.
E O QUE FAZER PARA EVITAR QUE A EMPOLGAÇÃO SE TRANSFORME EM FRACASSO?
Pense como um(a) empreendedor(a), não como um funcionário(a) fugindo:
A solução não é “sair do seu trabalho chato”, mas sim “construir um negócio de sucesso”. Use a sua energia para planejar, e não para reclamar.
Planeje antes de pular:
Um bom ou boa empreendedor(a) estuda o mercado, cria um plano de negócio, faz um protótipo, fala com potenciais clientes e valida a ideia. Não se lance sem um paraquedas ou algo muito planejado e testado.
Tenha uma reserva de emergência:
A maioria dos negócios não gera lucro nos primeiros meses. Você precisa de dinheiro para sobreviver enquanto a sua empresa decola.
Invista em conhecimento:
A falta de planejamento e a falta de conhecimento são os principais motivos para a falência de empresas iniciantes. Faça cursos, leia livros e procure mentores, por exemplo.
CONSIDERAÇÃO FINAL
Tenha em mente que o empreendedorismo é a solução para quem tem a vontade de construir e não apenas a de fugir.
E o seu trabalho atual pode ser o seu aliado, financiador do seu projeto. Ou seja, use o tempo, o dinheiro e até os desafios para aprender, se planejar e testar.
Então, se você ainda tem um emprego, mas sonha em empreender, assista esse vídeo que mostra dicas valiosas de como começar um negócio próprio sem sair do emprego.
Com certeza, vai te ajudar a evitar erros perigosos que muitos profissionais iniciantes comentem. Para assisti-lo, é só clicar neste botão aqui embaixo 🙂
Esperamos que tenha gostado! E se quiser saber mais sobre como montar e gerenciar seu próprio negócio, acesse nosso canal no Youtube que temos vários vídeos sobre este assunto, tudo bem? Para acessá-lo, é só clicar aqui.
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Um abraço!
Marcus,
Blog Abri Minha Empresa

