Você sabe como está a saúde financeira do seu negócio? Assim como nossa saúde pessoal, a financeira precisa de um “check-up” constante para garantir que tudo está funcionando bem e que a empresa pode crescer forte e não correr riscos.
Mas, para funcionar bem, não basta só somar o que entra e diminuir o que sai do seu caixa. Para ter um controle de verdade, você precisa entender e usar algumas ferramentas e conceitos essenciais e estratégicos.
Por isso, vamos direto ao ponto para te mostrar como fazer essa análise e garantir a saúde financeira do seu negócio através de 7 ferramentas fundamentais e que farão toda a diferença para o sucesso da sua empresa.
Então, se trabalhar todas elas, pode ter certeza que você estará na frente de muitos profissionais no mercado. Pode acreditar!
Como Analisar a Saúde Financeira de uma Empresa
Então, vamos lá!
1. FLUXO DE CAIXA
Basicamente, o fluxo de caixa é o controle das entradas e saídas de dinheiro do caixa da empresa. Ou seja, o que você recebe e o que paga em seu negócio.
E para um bom controle de fluxo de caixa, é preciso garantir registros bem detalhados de ganhos e gastos, com muita atenção e organização. E monitorá-lo constantemente.
Por isso que identificar os custos fixos e variáveis, além de diferenciar seus custos e despesas é muito importante. Porque é isso que o fluxo de caixa vai monitorar para ajudar a entender se a saúde financeira da empresa é boa ou não.
Atenção aos detalhes…
Aqui, é essencial entender quando o dinheiro de uma determinada venda entra, caso um pagamento seja feito no crédito ou parcelado. E o mesmo vale para as compras da empresa, que podem ser pagas de maneira parceladas também.
De acordo com estudos…
E segundo o relatório da Intuit’s 2024 Business Solutions Report, 40% das pequenas empresas precisam recorrer a reservas financeiras para cobrir déficits.
No entanto, apesar dessa situação ser comum, é possível evitar que isso aconteça se você trabalhar bem o fluxo de caixa da sua empresa.
E aqui vão algumas dicas para manter o fluxo de caixa sob controle. Como:
Crie uma reserva financeira sólida:
Separe parte do dinheiro da empresa para criar uma reserva que possa ser utilizada para eventuais emergências ou até para oportunidades.
Um exemplo para isso é o Capital de Giro. Que resumidamente, representa uma reserva de recursos que serão utilizados para suprir as necessidades financeiras da empresa ao longo do tempo.
Como investir em oportunidades ou até mesmo pagar eventuais contas ou dívidas. Ou até resolver eventuais emergências da empresa.
Estabeleça uma política de pagamento eficiente:
Tenha muita clareza com os termos de pagamento de cada compra realizada pela sua empresa e organize bem as faturas regularmente para evitar atrasos e multas.
Muitas vezes, gestores acabam prolongado muito o seu pagamento, em diversas parcelas. Isso pode ajudar, sim.
No entanto, se tiver muitas compras parceladas, tome cuidado porque essas parcelas podem acumular e aumentar bastante os seus gastos.
Diversifique os métodos de pagamento
Do mesmo modo, planeje receber suas vendas da forma mais rápida possível. Porque ter dinheiro em caixa te dará uma segurança maior para trabalhar o planejamento financeiro do seu negócio.
Por exemplo: para receber mais rápido pelas suas vendas, incentive pagamentos adiantados oferecendo pequenos descontos para os seus clientes.
Assim, possíveis calotes podem ser evitados, além de ter dinheiro em caixa. Mas faça isso com muita coerência e planejamento, combinado?
Então, com tudo isso feito, uma gestão de fluxo de caixa eficaz não só reduz o estresse financeiro, mas também permite investir em oportunidades de crescimento.
E por curiosidade: você usa algum sistema digital para trabalhar o seu fluxo de caixa ou usa algo mais simples como uma planilha ou até papel e caneta? Responda aqui nos comentários para a gente saber!
2. DRE
DRE significa Demonstração do Resultado do Exercício.
Na prática, é um relatório contábil que mostra quanto sua empresa lucrou (ou perdeu) dentro de um período. Ele pode ser mensal, trimestral ou anual.
Ele resume tudo que entrou de dinheiro (receita), tudo que saiu (custos e despesas) e mostra, no fim, se você teve lucro líquido ou prejuízo.
Ou seja: é a resposta contábil para a pergunta que todos empreendedores fazem:
“Afinal… sobrou dinheiro de verdade no fim do mês?”
POR QUE O DRE É TÃO IMPORTANTE?
Porque não adianta vender muito se o dinheiro não sobra no final do mês.
E acredite: isso acontece mais do que você imagina.
Empresas que não usam o DRE costumam cometer erros graves, como:
- Achar que estão no lucro, quando na verdade estão só girando dinheiro;
- Crescer sem controle e quebrar por falta de organização;
- Tomar decisões baseadas no “achismo”;
- Misturar dinheiro da empresa com o pessoal;
- Entre tantos outros.
Já com o DRE em mãos, você e o seu negócio conseguirão:
- Saber exatamente se está lucrando ou não;
- Descobrir onde está gastando demais;
- Tomar decisões melhores sobre investimentos, contratações, cortes;
- Passar mais credibilidade para bancos, sócios ou investidores;
- E tantas outras coisas importantes referentes a saúde financeira da sua empresa.
Dessa forma, se quer fazer com que seu negócio cresça de forma saudável, o DRE é um instrumento obrigatório e indispensável.
3. BALANÇO PATRIMONIAL
O Balanço Patrimonial é um relatório contábil que mostra a situação financeira e patrimonial do seu negócio em um determinado momento, como se fosse uma fotografia.
Ele é dividido em três partes principais, que são como os pilares da sua empresa:
Pilar 1. Ativo:
Pense em tudo o que a sua empresa possui e que pode gerar benefícios futuros. Isso inclui o dinheiro em caixa e no banco, o estoque de produtos, os equipamentos, os móveis, os veículos, os imóveis, as contas a receber de clientes, entre tantos outros pontos. É tudo o que a empresa tem de valor.
E de forma prática, para não complicar muito, o ativo pode ser dividido em duas categorias: circulante e não circulante.
- O ativo circulante é formado por bens e direitos que se transformam em dinheiro em até 1 ano (Por exemplo: dinheiro em caixa, contas a receber, estoques, aplicações financeiras, entre outros).
- Já o ativo Não Circulante é formado pelos bens e direitos com retorno esperado após 1 ano (Como imóveis, máquinas, investimentos de longo prazo, entre outros).
Pilar 2. Passivo:
Aqui entra tudo o que a sua empresa deve a terceiros. São as suas obrigações, como contas a pagar a fornecedores, empréstimos bancários, salários a funcionários, impostos a recolher, etc. É o dinheiro que saiu ou vai sair do seu caixa para pagar as dívidas.
E aqui, de forma bem resumida também, o passivo pode ser dividido em duas categorias: circulante e não circulante. Onde:
- o passivo circulante se refere as dívidas e obrigações com vencimentos em até 1 ano. Como salário da equipe, pagamento para fornecedores, tributos e impostos, entre outros.
- e o passivo não circulante se refere as obrigações da empresa com vencimentos maiores que 12 meses. Como empréstimos de longo prazo, possíveis acordos com fornecedores, créditos, entre outros.
Pilar 3. Patrimônio Líquido:
É a diferença entre o que a sua empresa possui (Ativo) e o que ela deve (Passivo). É o valor que realmente pertence aos sócios ou proprietários do negócio.
Ou seja, é como se fosse o seu “patrimônio” pessoal, mas da empresa. Ele é composto pelo capital social (o dinheiro que os sócios investiram inicialmente), lucros acumulados, reservas, entre outros pontos.
A fórmula é simples e poderosa:
ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Essa equação mostra que tudo o que a empresa possui (Ativo) é financiado por duas fontes: o que ela deve a terceiros (Passivo) e o que pertence aos próprios donos (Patrimônio Líquido).
Em outras palavras: mostra o que a empresa tem, quanto deve e quanto sobra para os donos.
Por isso que entender essa relação é o primeiro passo para ter o controle financeiro do seu negócio.
4. PRECIFICAÇÃO INTELIGENTE
Um erro muito comum que acontece com pequenas empresas ou empreendedores iniciantes é não definirem o preço certo para seus produtos ou serviços.
Assim, não conseguem ter lucros verdadeiros e sempre terão problemas com o dinheiro em caixa.
Dessa maneira, o preço de venda corresponde à quantia que a sua empresa cobrará dos seus clientes.
Este montante precisa ser adequado o bastante para englobar todos os gastos relacionados à produção do produto ou serviço. Bem como todas as despesas ligadas ao processo de comercialização.
Ao mesmo tempo, é preciso buscar obtenção de lucro sobre o item oferecido. Ou seja, um produto com um preço elevado não, necessariamente, é sinônimo de qualidade superior ou excelência do mercado.
E o mesmo vale para produtos de preço mais acessível, por exemplo.
Na realidade, o preço apenas estabelece, do ponto de vista empresarial, o montante que faz sentido para a empresa cobrar, levando em consideração alguns pontos importantes para ter lucro verdadeiro.
Não tenha medo de cobrar o que seu produto ou serviço realmente vale. No entanto, é preciso ter muita coerência e planejamento para chegar no valor certo.
5. PONTO DE EQUILÍBRIO
Também chamado de Break Even Point, o Ponto de Equilíbrio é quando os produtos vendidos pagam todos os custos e despesas, fixas e variáveis, mas ainda não sobra nada para o lucro.
Ou seja, é quando a receita total da empresa é exatamente igual à soma de custos e despesas.
Assim que o Ponto de Equilíbrio é atingido, é a partir deste momento que os novos produtos ou serviços vendidos passarão a gerar lucro para a empresa. Desde que eles tenham uma margem de contribuição positiva.
Mesmo sendo um indicador muito simples e fácil de calcular, esta é uma informação essencial para a análise de viabilidade e performance de qualquer tipo de negócio.
E existem três principais tipos de ponto de equilíbrio: o contábil, o financeiro e o econômico.
Eles até que são um pouco parecidos um com o outro no conceito, mas acabam trabalhando perspectivas um pouco diferentes para o cálculo.
Então, se quiser conhecer os tipos de ponto de equilíbrio e como montar o do seu negócio, assista esse vídeo clicando neste botão aqui embaixo 🙂
6. ROI
ROI é a abreviação do inglês return on investment, que significa Retorno sobre o Investimento.
Ele permite saber quanto dinheiro a empresa ganha ou perde em relação ao dinheiro investido em diferentes frentes.
Ou seja, é uma medida de desempenho usada para avaliar a eficiência de investimentos realizados.
Isso inclui tudo o que for feito com objetivo de ter lucro em algum momento, como campanhas de marketing, compras de equipamentos e ferramentas de gerenciamento, contratações de funcionários e fornecedores, … enfim, ele pode ser utilizado em todo tipo de investimento realizado pelo seu próprio negócio.
Assim, a ideia é deixar bem claro quais investimentos valem a pena, mas também como otimizar aqueles que já estão dando certo para melhorar ainda mais seu desempenho.
POR QUE O ROI É IMPORTANTE NOS NEGÓCIOS?
Com o ROI, você entenderá bem onde vale a pena ou não a investir. E isso é fundamental para o seu negócio sobreviver, principalmente no longo prazo.
Com uma boa atenção no ROI, você será capaz de planejar metas com base em resultados realistas, possíveis de serem alcançados.
Ao mesmo tempo, pode identificar, ainda, o tempo que os investimentos levam para trazer retorno em cada área.
Por isso, acompanhar o ROI é fundamental. A capacidade de calculá-lo é extremamente valiosa para qualquer empresa, independentemente do tamanho ou do setor.
Afinal, você poderá entender melhor o desempenho de seus negócios e quais áreas podem usar melhorias para ajudá-lo a alcançar seus objetivos.
Por exemplo:
Só pra exemplificar, vamos citar alguns pontos em que o ROI pode ajudar no seu negócio, como:
- Identificar as maiores fontes de lucro da empresa
- Saber quais são os canais de comunicação mais eficazes
- Analisar se o desempenho das campanhas de marketing está positivo
- Checar se o processo de vendas está funcionado como o esperado
- Se vale a pena comprar equipamentos e ferramentas administrativas em um determinado momento
- Se é viável investir nas contratações de funcionários e fornecedores em tal período (ou até mesmo diminuir o tamanho da equipe e parceiros)
- Entre outros assuntos que é possível medir o retorno de cada investimento realizado (ou a ser realizado) para o seu próprio negócio
7. KPIS (INDICADORES DE DESEMPENHO)
KPI vem da sigla em inglês “Key Performance Indicator”, que significa Indicador-Chave de Performance.
Basicamente, os KPIs servem para medir se uma ação ou um conjunto de ações estão atendendo ou superando os objetivos planejados pela sua empresa. Ou seja, mensurar se as coisas estão andando conforme o planejado.
Desse modo, podemos dizer que os KPIs são responsáveis por dar o auxílio necessário para a empresa, equipe e gestores terem melhores tomadas de decisões.
Por exemplo:
- Um KPI em número poderia ser a quantidade de visitantes que acessaram seu site nos últimos dias.
- Ou um KPI em porcentagem seria o aumento de vendas de um produto da sua empresa em um determinado período. Como um aumento de 30% em relação ao último mês.
Mas, não confunda…
É importante pontuar que um KPI é diferente de métrica.
KPIs são as técnicas que serão utilizadas para conseguir atingir melhores resultados, que movem as empresas na direção esperada.
Enquanto as métricas ajudam a entender um determinado cenário com uma base sólida para análises.
Elas são pontos específicos que precisam ser medidos para ter uma análise embasada. Mas se essas métricas trouxerem resultados significativos pra sua empresa, elas podem virar, sim, um KPI.
Dessa forma, para ajudar na saúde financeira do seu negócio, compare seus KPIs ao longo do tempo (mês a mês, ano a ano) para identificar tendências, pontos de melhoria e se suas estratégias estão funcionando.
CONCLUSÃO FINAL SOBRE COMO ANALISAR A SAÚDE FINANCEIRA DE UMA EMPRESA
E com tudo isso que mostramos, analisar a saúde financeira da sua empresa é um processo contínuo. Quanto mais você dominar essas ferramentas e acompanhar seus KPIs, mais preparado seu negócio estará para crescer, enfrentar desafios e alcançar todos os seus objetivos.
Um negócio com saúde financeira é um negócio forte, resiliente e pronto para o futuro.
DICA EXTRA
Do mesmo modo, para ficar ainda mais preparado(a) para ter um negócio lucrativo e com muito potencial, é muito importante conhecer um dos principais erros de empreendedores e gestores iniciantes que pode acabar com o seu negócio e sua vida pessoal também.
O que muitos ignoram e é bem perigoso mesmo. Para conhecê-lo, assista esse vídeo que explica como evitar esse erro da forma certa. Para isso, é só clicar neste botão aqui embaixo 🙂
Esperamos que tenha gostado! E se quiser saber mais sobre como montar e gerenciar seu próprio negócio, acesse nosso canal no Youtube que temos vários vídeos sobre este assunto, tudo bem? Para acessá-lo, é só clicar aqui.
Além disso, se gostou, compartilhe este post com seus amigos e familiares para ajudá-los também!
Um abraço!
Marcus,
Blog Abri Minha Empresa

