Ícone do site Blog Abri Minha Empresa

Antes de Calcular o Preço de Venda, Defina sua Estratégia

Antes de Calcular o Preco de Venda Defina Sua Estrategia 2 1024x576 - Antes de Calcular o Preço de Venda, Defina sua Estratégia

ANTES DE CALCULAR O PREÇO DE VENDA, DEFINA SUA ESTRATÉGIA.

Precificar vai muito além de somar custo e jogar uma margem em cima.

O preço que você cobra é o resultado de como o negócio foi montado.

Se as vendas estão travadas ou o caixa não fecha, o erro raramente está no número em si — está na estratégia por trás dele.

E é comum tentar resolver isso só ajustando a margem, mas preço sozinho não corrige operação ineficiente, falta de diferenciação ou público errado. Ele só reflete o resto da gestão.

Então, antes de calcular o seu preço, é preciso entender e acertar o que sustenta esse preço. E são 6 pontos estratégicos que vou mostrar agora.

  1. Posicionamento e percepção de valor

Percepção de valor é como quem compra avalia o que está pagando: não pelo custo de produzir, mas pelo quanto aquilo resolve um problema, economiza tempo ou entrega segurança.

Na cabeça de quem compra, sempre tem uma balança rodando — de um lado o que se ganha, do outro o que se perde (o dinheiro, a espera, o esforço).

Já posicionamento é a decisão que define o que vai pesar nessa balança.

É você escolhendo, de forma deliberada, o que o seu negócio vai representar pra quem compra: ser a opção mais barata, a mais rápida, a mais completa, a mais exclusiva.

Essa escolha não é só uma frase bonita pra colocar no site — ela determina toda a estrutura por trás: que tipo de operação você precisa ter, que tipo de cliente vai te procurar, e que preço faz sentido cobrar.

É por isso que dois negócios vendem a mesma coisa por preços bem diferentes, e os dois vendem bem.

Um se posicionou pra competir no preço baixo, e construiu uma operação enxuta o bastante pra sustentar isso.

O outro se posicionou pra entregar algo que parece, e é, mais valioso — e por isso cobra mais sem perder venda, porque já trabalhou pra que o(a) cliente percebesse esse valor antes mesmo de olhar o preço.

Dessa forma, a precificação precisa ser coerente com qual desses caminhos foi escolhido, porque cada um exige uma estrutura diferente por trás.

Por exemplo:

O erro é misturar os dois: montar uma operação cara querendo competir com preço de concorrente popular, ou cobrar caro por algo sem diferencial nenhum que justifique isso.

Quem não escolhe um caminho — tentando ser barato e premium ao mesmo tempo, pra todo mundo — acaba sem argumento pra cobrar mais, e aí só resta competir por preço baixo, sacrificando a própria margem.

  1. Estudo de mercado e concorrência

Olhar a concorrência não é copiar o preço dela. Não dá pra saber a estrutura de custo por trás daquele número — o custo do concorrente pode ser bem menor, ou ele pode estar vendendo no prejuízo sem perceber isso ainda.

O que vale, de fato, é mapear os dois extremos do setor:

Entender os dois extremos mostra o intervalo real do mercado — e, dentro dele, normalmente existe uma lacuna: um tipo de entrega que ninguém está oferecendo, ou um público que está sendo mal atendido pelos dois lados.

Em vez de entrar numa guerra de preço, o objetivo é posicionar a oferta exatamente nessa lacuna, onde existe menos comparação direta.

  1. Benefício real, não característica técnica

Quem compra não está pagando por hora trabalhada nem por especificação técnica. A compra é pelo resultado que aquilo gera na vida de quem usa.

Quando a comunicação e o preço ficam presos na ficha técnica — quantos ingredientes, quantas horas, qual material —, o produto vira commodity, algo comum, porque ficha técnica é fácil de comparar entre concorrentes, e a única coisa que resta pra decidir é o preço.

Quando se entende de fato o que a entrega resolve na prática, a conversa muda de eixo: o preço para de competir com custo de produção e passa a competir com o valor do resultado entregue, que é muito mais difícil de comparar diretamente entre concorrentes.

  1. Objetivo estratégico do momento

O preço muda junto com a fase do negócio, porque o objetivo de cada fase é diferente.

Por exemplo:

No início, quando o objetivo é validar a ideia e conseguir os primeiros clientes, vale cobrar menos, mesmo com margem mais curta.

Não porque esse é o preço certo, mas porque nessa fase o mais valioso é aprender com cliente real e construir prova social, não maximizar lucro ainda.

Mais adiante, quando já existe base de cliente e o objetivo passa a ser gerar caixa de verdade, a lógica muda: cobrar barato deixa de fazer sentido, porque agora o foco é capturar o valor que já foi provado, e não mais conquistar confiança do zero.

O erro comum é misturar essas duas lógicas:

  1. Estrutura e ponto de equilíbrio

Quanto mais pesada a estrutura de custo fixo, maior o risco da operação e mais venda é preciso fazer todo mês só pra não ficar no vermelho — antes mesmo de pensar em lucro.

Ponto de equilíbrio é esse limite: o valor que precisa ser faturado no mês só pra cobrir custo fixo e variável, sem lucro nem prejuízo.

Depois desse ponto, cada venda nova passa a gerar lucro de fato, porque os custos fixos já foram cobertos.

Por isso, a lógica certa é moldar a operação pra caber dentro do preço que o mercado aceita pagar, e não o contrário.

Inflar o preço pra tentar cobrir uma estrutura pesada de custo afasta quem compra, porque o mercado não paga pelo seu custo interno — ele paga pelo valor que percebe.

Se a estrutura é cara demais pro preço que o mercado aceita, o problema não é o preço: é a estrutura que precisa ser revista.

  1. Onde o dinheiro some

Existem três coisas comuns que consomem o caixa sem que você perceba. Porque nenhuma delas aparece como uma conta óbvia no fim do mês.

É o salário de quem toca o negócio. No início, é normal não tirar nada pra fazer a empresa engrenar — mas esse valor precisa entrar no preço de qualquer forma.

Sem isso, o preço fica artificial, sustentado só porque uma pessoa está trabalhando de graça pra cobrir a diferença.

No dia em que for preciso contratar alguém pra fazer esse mesmo trabalho, o preço quebra, porque nunca incluiu esse custo de verdade.

O custo variável existe só quando a venda acontece — produto, imposto da nota, taxa do cartão, frete, enfim.

Sem venda, esse custo é zero, e é por isso que ele costuma ser esquecido na hora de montar o preço: parece pequeno isoladamente, mas precisa estar dentro da margem de cada venda individual, não só somado no fim do mês.

Ninguém produz ou atende 100% do tempo disponível — sempre tem intervalo, espera, hora sem cliente, entre tantos outros momentos.

Esse tempo parado continua custando (aluguel, equipamento, eventualmente equipe), mesmo sem gerar nenhuma venda.

O preço precisa cobrir esse tempo também, e não só as horas em que existe entrega de fato — senão a conta nunca fecha de verdade, mesmo parecendo lucrativa no papel.

CALCULANDO O PREÇO NA PRÁTICA

Então, juntando os seis pontos que mostrei aqui: o preço é o reflexo do posicionamento, do mercado e da estrutura de custo — nunca o ponto de partida.

Quando essas três coisas estão alinhadas entre si, a conta final deixa de ser um cálculo complicado e genérico e passa a ser quase uma consequência natural de tudo que já foi decidido antes.

Assim, se o objetivo já está claro, a estrutura de custo já foi entendida e o posicionamento já foi decidido, falta só uma coisa: transformar isso em número, de fato.

É exatamente esse o próximo passo que eu mostro nesse vídeo. Onde mostro o cálculo completo, passo a passo, pra chegar num preço estratégico e lucrativo, considerando tudo o que mostrei aqui antes.

Para isso, é só clicar neste botão aqui embaixo 🙂

Esperamos que tenha gostado! E se quiser saber mais sobre como montar e gerenciar seu próprio negócio, acesse nosso canal no Youtube que temos vários vídeos sobre este assunto, tudo bem? Para acessá-lo, é só clicar aqui.

E se gostou, compartilhe este post com seus amigos e familiares para ajudá-los também!

Um abraço!

Marcus,
Blog Abri Minha Empresa

 

Sair da versão mobile